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Amarrados na medida certa

Indispensáveis na hora de passear com o cachorro, as coleiras podem provocar feridas no pescoço e até enforcamento do pet se usadas de forma errada.

Um simples acessório pode se tornar uma grande dor de cabeça para os donos de cachorro. As coleiras têm a função não só de identificar o cão, mas também de adestrá-lo. Por isso, é item imprescindível na hora do passeio — também evita acidentes, como ataques ou atropelamentos. Treinar o filhote a usar a coleira é tarefa difícil, mas importante para que ele não se torne um cachorro rebelde. Entretanto, os donos precisam ficar atentos se ela não está machucando o animal. treinamento-2

A estudante Carolyne Cardoso teve problemas com o acessório escolhido para Chubby, cão da raça shih tzu. Ele usava coleira de pescoço, porém a estudante, com pena do animal, resolveu trocá-la. “Eu tinha a impressão de que aquilo estava machucando o Chubby, então resolvemos trocar”, conta. Mesmo com o adestrador não aprovando a decisão, Carolyne optou pela coleira peitoral e a guia retrátil. No começo, o shih tzu teve dificuldades para se adaptar, a coleira estava apertada e machucou a pele dele. “Chubby ficou com ferimentos no pescoço e embaixo dele. Acho que foi por conta da força, ele puxa demais”, comenta a estudante.

“O treinamento para usar coleira deve ocorrer desde cedo, assim o cão se acostuma mesmo antes de poder sair de casa”, orienta o veterinário Alexandre Propício. Após a introdução da coleira, a guia entra em cena. O ideal é que o cão passeie dentro de casa com a guia solta para que se acostume com o novo acessório. “O que muitos donos esquecem é de aumentar o diâmetro da coleira assim que o cachorro cresce. Esse é um dos casos em que ela machuca o animal”, alerta o veterinário.

Coleiras apertadas podem causar feridas na pele e até sufocamento. O colar deve ter uma folga de espaço na qual caiba uma mão. É recomendado pelo veterinário que o cão use a guia só durante o treinamento ou quando for sair e não o tempo todo dentro de casa, por exemplo, pois o uso excessivo e puxões constantes podem levar a traumas no pescoço. Os donos, no entanto, precisam reconhecer a importância dela para o adestramento. “Os puxões são formas de estímulo negativo para o cão. Por meio deles, o animal percebe até onde pode ir”, diz Alexandre.

Apesar das recomendações dos especialistas, alguns donos ainda preferem fazer à sua maneira — como foi o caso de Carolyne. “Não indico o uso de coleira peitoral de forma alguma”, afirma o adestrador Henrique de Carvalho. Para ele, essa coleira dá maior poder ao cão, que consegue, por vezes, puxar o dono. “Só serve para cães de porte pequeno e, ainda assim, quando já foram adestrados”, explica Alexandre Propício.

A força do cachorro consegue ser distribuída pela corda, então ele se torna o agente principal na hora do passeio. “É o cão que passeia com o dono e não o contrário, como deveria ser”, comenta o adestrador. Foi por conta dessa força, que o desenvolvedor de web William Oliveira optou pela coleira de pescoço. A pitbull de 9 meses Hanna tinha força suficiente para puxar o dono. A cachorra usava coleira de metal, o que causou ferimentos no pescoço. “Levei à veterinária e optamos por outro tipo de material, mas que, ao mesmo tempo, pudesse limitar os passos dela”, conta William. Agora, Hanna usa um colar de náilon — bem mais confortável.

O acessório ideal para treinamento é o chamado enforcador. “Não sei por que dão esse nome, pois ele não causa mal ao cachorro se usado de forma correta”, diz o adestrador. O problema, segundo Henrique, é a falta de informação dos donos em relação às coleiras, — algo tão usual que, à primeira vista, não precisa de instrução. O enforcador incomoda o cão quando ele puxa forte, e é um alerta para que o animal não se afaste. Se usado em excesso, porém, pode causar danos. “Essa coleira é indicada principalmente quando o cão está em fase de treinamento.”

Qual é a coleira ideal?

Coleira tradicional: colar em volta do pescoço.
É indicada para a maioria dos animais. Aliada à guia correta, pode tornar o passeio agradável para o cão e para o dono.
Material: tecido, náilon ou couro. As de náilon são as mais usadas por serem de longa durabilidade e secarem rápido.

Coleira peitoral
Indicada para cães de pequeno porte. As coleiras peitorais que prendem a guia nas costas podem ser um estímulo para que o cão puxe o dono. Por isso, deve-se ver se é apropiada para o tamanho do cão.
Material: náilon ou tecido.

Enforcador
Indicada no caso de treinamento, principalmente de cães de médio e grande porte. Deve ser usada sem excessos ou puxões muito fortes.
Material: metal — há alguns enforcadores que têm garras, chamados de carranas, indicados só para uso de profissionais.

Headcollar
Coleira de pescoço e de fucinho. Indicada durante treinamento e para cães agressivos.
Material: náilon e tecido.
Leia na edição impressa a íntegra da matéria e conheça qual é a guia ideal para o seu cão.

Matéria publicada no Correio Braziliense de 21/04/2013.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2013/04/21/interna_revista_correio,361397/amarrados-na-medida-certa.shtml

Henrique de Carvalho

Adestrador

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